domingo, 4 de dezembro de 2011

 
 
 
SEJA SUAVE!



Seja suave...

cuide de mim como se fosse tua flor.

Me olhe...

Sinta meu perfume.

Seja sutilmente um toque,

o calor que preciso.

Faça-se em mim...

Só não roube minha essência,

me deixa ser sempre viva ...



Em cada um de nós

há um segredo,

uma paisagem interior

com planícies invioláveis,

vales de silêncio

e paraísos secretos.



Por Marilza R.Bueno
poema dedicado a Marli Matsumoto

sexta-feira, 26 de agosto de 2011



A partir de hoje,
Olharei as coisas com amor e renascerei...
Amarei o sol, pois aquece meu corpo...
No entanto, amarei a chuva, pois purifica o meu espírito...
Amarei a luz, pois me mostra o caminho...
Amarei também a escuridão, pois me faz ver as estrelas...
Receberei a felicidade, que engrandece meu coração,
mas tolerarei a tristeza, pois abre minha alma...
Receberei as recompensaspois elas me pertencem,
mas também aceitarei de bom grado os obstáculos,
pois eles são os meus desafios...
A partir de hoje,
Olharei as coisas com amor
 e renascerei...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Há tanto pranto
sem riso.
Há tanto encanto
sem canto.
Há tanta calma
sem espanto.
Há tanto corpo
sem alma.

E daí?

Marilza Bueno

sexta-feira, 24 de junho de 2011


Deslizo poemas
no rascunho do meu pensamento.
rimas, estrofes,
o sentido profundo de um verso
em convulsões de palavras
de certo modo latejam
o grito que escondo dentro de mim,
num desejado poema e,
permanece por muito tempo
(um tempo infinito).


Por Marilza Rezende



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sou Poeta.


Sou poeta no cio
Sou poeta sim.
Sou poeta sem frio
Sou poeta sim.

Sou poeta com a lua.
Lua dos amantes,
Errantes, pensantes
Lua dos namorados
E enamorados
Lua que menstrua
Que flutua.

Sou poeta com a terra
Terra sem terra
Terra de chão firme.
Terra que nasce
Resplandece
Que fortalece.
Terra da consciência
Da essência.
Sou poeta da terra.

Sou poeta do sol
Sol que brilha
Que irradia beleza
Sol que nasce e
Que morre
Sol que da vida a vida.
Sou poeta do sol.

Sou poeta do mar.
Mar, onde defeco
Meus sentimentos
Limpo a alma
E renovo.
Mar dos orgasmos
E marasmos.
Sou poeta do mar.

Sou poeta do ar.
Ar que rege as fantasias
Dos que sonham.
Ar que voam os pássaros
Ar que me dão asas
E aladas imaginações.
Sou poeta com o ar.

Sou poeta de todos
Com todos e para todos
Sou poeta com rimas
Sem rimas, com versos
Sem versos.
Sou poeta que infecta
Sua alma carente,
Sou poeta metade,
Inteira, sem eira nem beira.

Sou poeta sim!

Por Marilza R.Bueno

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ESPELHO





De repente me vi através
do espelho o meu passado,
meus ideais esquecidos,
me vi percorrendo
caminhos longos e difíceis,
lutei com garras
as profundas loucuras da vida
como alguém que de repente
busca ser feliz, sem saber como
e porque, mas tenta.


Olhei para todos os lados
não vi ninguém,
não vi nada,
somente eu ali,
andando sem parar
correndo, chorando,
sorrindo, sonhando.
 
Olhei de novo
Vi meu passado eternizado em lembranças,
meus antigos sonhos,
meus primeiros passos
minha coragem,
meus primeiros vôos,
minhas pequenas vitórias
jamais esquecidas,
meus valores,
minhas chances perdidas.


Olhei para o presente,
e vi diante de mim,
uma mulher viva
que apesar de uma realidade
mais dura e cruel
ainda sonha,
ainda luta,
ainda busca os ideais
ainda voa,
ainda desperta a vontade
de continuar num caminho
chamado FUTURO!
chamado VIDA!


Por Marilza Rezende

quarta-feira, 23 de março de 2011




Meu Interior...


Muitas vezes preciso
Abrir todas as portas,
abrir todas as janelas,
destravar os cintos da insegurança,
e decolar
para assistir lá de cima minha alegria.
Sinto uma vontade de comer pipoca sentada na lua,
escorregar nas pontas das estrelas,
dançar no branco das nuvens,

e dar muitas risadas ...

Por Marilza Rezende


Quando despertamos de um sonho profundo trazemos no corpo a saudade
e no coração a vontade de viver um grande amor, de sentir o coração acelerar,
os olhos brilharem ao sorrir sem saber porquê, sentir feliz.
Não precisa ser necessariamente igual o sonho,
basta ser Amor.

Marilza Rezende Bueno

quarta-feira, 16 de março de 2011




Preciso da embriaguez

que vem da tua boca

para ouvir o som do teu corpo.



Marilza Rezende

sábado, 12 de março de 2011



O sol, ao longe no horizonte
mostra toda a beleza que tem.
No entanto o mar beira a areia
e  fica tentando descobrir o que
ela esconde.

O céu fica azul durante o dia
para que não possamos tropecar
em nossos passos e cairmos
em lugares que não conhecemos.
No entando a noite ele fica negro e transparente
para que possamos desvendar os seus mistérios
e admirar o desconhecido.

O homem se faz belo por sua essência,
tanto no claro como no escuro.
No entando existem alguns que insistem
em ficar escondidos dos outros,
sem que nada possamos fazer por eles.


Por Marilza Rezende Bueno

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011


Minhas reflexões



Talvez eu venha a envelhecer rápido demais, mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.

Se eu sofrer inúmeras desilusões no decorrer de minha vida, farei com que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrar.

Se eu não tiver forças para realizar todos os meus ideais, em algum instante, sofrerei uma terrível queda, mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão.

Se um dia o sol deixar de brilhar, tomarei banho na chuva.

Se eu sofrer alguma injustiça, jamais assumirei o papel de vítima.

Se tiver que enfrentar alguns inimigos, terei a humildade para aceitar as mãos que se estenderão em minha direção.

Se numa dessas noites frias, eu derramar muitas lágrimas, não terei vergonha.

Se eu for enganada inúmeras vezes, não deixarei de acreditar que, em algum lugar, alguém merece a minha confiança.

Talvez, com o tempo, eu perceba que cometi grandes erros, mas não desistirei de continuar trilhando o meu caminho.

No decorrer dos anos, talvez eu perca grandes amizades, mas aprenderei que aqueles que realmente são meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.

Se eu ficar triste ao concluir que não consigo seguir o ritmo de uma música, farei com que a música siga o compasso dos meus passos.

Se nunca conseguir enxergar um arco-íris aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro do meu coração.

Se hoje me sinto fraca, amanhã irei recomeçar, nem que seja de uma maneira diferente.

Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber a letra de uma música, mas ficarei feliz com as outras capacidades que possuo.

Se não tiver motivos para grandes comemorações, não deixarei de me alegrar com as pequenas conquistas.

E se ainda não me convenci disso, é porque, como diz aquele ditado:

“AINDA NÃO CHEGUEI AO FIM”

“No final, não não haverá nenhum “talvez” e sim a certeza...

...de que a minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia”.


Por Marilza Rezende